O pulsar do MOMIP Maria Emília Saramago
Como é o bater de um coração? É compassado, constante, seguro, cumpre a sua função sem grandes alaridos…normalmente só damos por ele quando nos dá algum problema.
Assim acontece com o coração do MOMIP (Movimento Missionário de Professores); bate em todos e em cada um dos seus membros; bate discretamente, tal qual o trabalho do educador / professor: consciente do seu dever e responsabilidade, paciente, persistente.
Nascido no seio da LIAM, dos ”Encontros Nacionais de Professores e Alunos Mestres” promovidos inicialmente pelo Padre José Felício e que outros Missionários Espiritanos foram acompanhando, até aos nossos dias. Tornou-se, oficialmente, Movimento em 1998. É um movimento de gente comprometida com a Igreja, com a Missão; gente de norte a sul do país, não esquecendo particularmente os Açores, onde o coração bate bem forte.
É pouco provável encontrar um membro que não tenha acalentado com seriedade o sonho de “mergulhar” de corpo e alma num trabalho de missão junto dos mais desfavorecidos; alguns conseguiram fazê-lo, outros não e outros ainda o farão. Cada um com a sua história e situação muito própria, contribui para que este grande coração bata ao ritmo de um forte ideal.
O coração do MOMIP alegra-se… alegra-se quando os seus membros se encontram e partilham; quer seja nos Encontros Nacionais, e que, por certo, este ano será em Cabo Verde onde temos afinidades, quer seja com os mini-encontros que vai realizando por zonas. Este ano, a zona do Centro já teve um em Peniche, estando agendados outros em cada zona; Regozija-se nas “alegrias” de toda a Família Espiritana; alegra-se com as pequenas conquistas e concretizações de partilha com os que mais necessitam, através da participação em campanhas em Africa, orientadas pelos nossos missionários.
Temos vindo a apoiar, ao longo dos anos, a formação de novos missionários assim como alguns projectos; procuramos, quando nos é viável, adoptar um novo em cada ano; este ano temos a nossa Campanha voltada para uma parte da construção da escola de Calequisse, na Guiné, a qual contamos visitar mais tarde, tal como acontecerá este ano com Cabo Verde; neste último teremos oportunidade de entre outras coisas visitar os “afilhados” que alguns professores têm na Escola Padre Moniz.
O coração do MOMIP entristece-se por nem sempre ajudar como gostaria; sofre também quando um membro seu parte para a Casa do Pai, como aconteceu no passado dia de Natal com a nossa querida e muito alegre Alice Carvalho, que teremos sempre presente entre nós, tal como outros que partiram antes.
O coração abre-se aos outros e procura acolher, associando-se à oração; falo em especial da recente participação no Encontro de Jovens de Taizé, no qual alguns jovens foram acolhidos em casas de membros de Lisboa, e houve participação numa oração por parte de um grupo que lá se deslocou para o efeito.
Por fim, o coração luta. Luta canalizando as suas forças para ajudar: por um lado os missionários que estão no terreno a tornarem mais eficaz e adequado o seu trabalho em prol da evangelização e promoção social dos mais pobres com gastam a sua vida ; por outro lado sensibilizando e informando quem lhes “passa pelas mãos”, cultivando neles valores tão fundamentais como o são a solidariedade, a entrega, a verdadeira felicidade que apenas encontramos na Fonte que bem conhecemos e que nos dá a força necessária para continuar a lutar mesmo quando as nossas ferramentas sintam algum cansaço.
. Publicado em www.espiritanos.org a 2/25/2005 4:56:06 PM.
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